Fica difícil imaginar os cenários económicos no Brasil, principalmente porque fica difícil imaginá-los em qualquer lugar do mundo.
Mas vamos dar um chute...
Inflação: segundo a matéria de antes na G1, a inflação parece chegar na meta do Governo sem muito esforço. Isso me leva pensar que há do que desconfiar. O BC pode cair na tentação de comemorar uma bem sucedida estratégia de Inflation-target, mas será que ele foi o responsável?
Se reconhecerem que são vários fatores ajudando, talvez seja hora de dar um ré na estratégia. Talvez, não seja necessário mexer por um tempo na selic.
Taxa de cambio: a projeção do mercado financeiro é de 2,30 até o final do 2009 e, surprendentemente, o mesmo valor para 2010. A minha dúvida é cómo isso poderá acontecer com a queda da balança comercial de USD 24,7 bi para USD 13 bi projetados para 2009. Vamos pensar que o Governo não pretenda mexer na cotação, haverá menos dólares no país e para compensar deverá haver menos demanda deles também.
Se assim for, ficaria de olho na Alfândega, pois se o governo precisar da nota verdinha, poderá ser tentado a trancar a porta de entrada.
Então, temos uma taxa selic baixa, matando esperanças de lucro fácil, o comercio exterior com queda importante (tratando de igual forma as impo e as expo), e uma estimação de taxa de câmbio inalterável. Quer dizer, o Brasil não receberá investimento muito maior, pois não deverá haver excesso de oferta, não teremos grandes mudanças na composição da balança comercial, e a inflação está ficando leve.
Será esse o cenário do país?
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