Mesmo assim, entender o que aconteceu com o Natal em termos de varejo pode ser difícil. Temos a Serasa, a Alshop (Associação Brasileira de lojistas de Shoppings), a ASCP (Associação comercial de São Paulo) e o IBGE. Todos eles enxergam o fenómeno de diversos pontos de vista, chegando á nós através das matérias da G1 (1,2 e 3).
Acho importante os seguintes dados:
1. Serasa aponta um aumento de 2,8% de vendas do comércio, mas o estado de São Paulo teve um desempenho menor á média do país. Já em 2007 o crecimento do comercio a nível nacional tinha sido de 5,3% e para SP, 5,6%.
2. A expectativa da Alshop era de crescimento de 8 a 10% sobre a base do 2007 (considerado o maior dos últimos 10 anos). A realidade puxou o tapete e deixou-nos no patamar de 3,5%.
3.A consulta ao Serviço de Proteção ao crédito caiu 1,4% e para operações á vista aumentou 4,7%, evidenciando a preferência pelo segundo, provávelmente com compras de valores menores.
4. No plano geral, o IBGE sinaliza que o crescimento do varejo entre Outubro 2007 e deste ano, foi de 10,3%, com uma queda de Outubro para Setembro, deste ano.
Não pode estranhar que a crise era para afetar o consumo, mas o importante é destacar o sintoma de otimismo moderado diante quedas no consumo de outros países.
Como publicamos anteriormente, o consumo interno tinha três caraterísticas: teve grande apoio do Governo (principalemente para setores C), teve crédito e era otimista quanto á realidade. O Governo deverá remanejar a estrategia para manter acessa a possibilidade de consumo, esse é o desafío para superar a crise.

