terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Quem escreveu para Papai Noel

As comparações são odiosas, mas nos ajudam entender situações complexas. Ás vezes simplificando o assunto, outras trazendo elementos conhecidos para entender outros que não o são.
Mesmo assim, entender o que aconteceu com o Natal em termos de varejo pode ser difícil. Temos a Serasa, a Alshop (Associação Brasileira de lojistas de Shoppings), a ASCP (Associação comercial de São Paulo) e o IBGE. Todos eles enxergam o fenómeno de diversos pontos de vista, chegando á nós através das matérias da G1 (1,2 e 3).
Acho importante os seguintes dados:
1. Serasa aponta um aumento de 2,8% de vendas do comércio, mas o estado de São Paulo teve um desempenho menor á média do país. Já em 2007 o crecimento do comercio a nível nacional tinha sido de 5,3% e para SP, 5,6%.
2. A expectativa da Alshop era de crescimento de 8 a 10% sobre a base do 2007 (considerado o maior dos últimos 10 anos). A realidade puxou o tapete e deixou-nos no patamar de 3,5%.
3.A consulta ao Serviço de Proteção ao crédito caiu 1,4% e para operações á vista aumentou 4,7%, evidenciando a preferência pelo segundo, provávelmente com compras de valores menores.
4. No plano geral, o IBGE sinaliza que o crescimento do varejo entre Outubro 2007 e deste ano, foi de 10,3%, com uma queda de Outubro para Setembro, deste ano.
Não pode estranhar que a crise era para afetar o consumo, mas o importante é destacar o sintoma de otimismo moderado diante quedas no consumo de outros países.
Como publicamos anteriormente, o consumo interno tinha três caraterísticas: teve grande apoio do Governo (principalemente para setores C), teve crédito e era otimista quanto á realidade. O Governo deverá remanejar a estrategia para manter acessa a possibilidade de consumo, esse é o desafío para superar a crise.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O tripé económico

Esse último tempo foi de humor ansioso, pois o fim de Ano e o Natal especialmente, devia nos dar uma boa orientação para onde vamos. No final, temos varias noticias que podem nos contar com iremos começar, mesmo porque parece cedo demais para definir um rumo.
A primeira é a questão da inflação, que perde força no segundo semestre, deixando entrever uma queda do consumo. Esse que foi importantíssimo na hora de fazer o Brasil crescer, esse que foi alavancado com o crédito pessoal e que hoje ficou tão caro.
No segundo momento, o dólar deu uma despencada, o BC tentou segurar com resultados duvidosos, e hoje sobe e desce como um montanha russa.
Já no tercero lugar temos os juros, que deverão, segundo todos os analistas, cair para taxas mais normais. Isto com certeza deverá afetar a cotação do dólar e poderá reativar um pouco o consumo.
A grande dúvida é quem irá se beneficiar do novo cenário: os importadores verão o seu produto ficar ainda mais caro, e não conseguirão repassar esse custo para o consumidor, que já está comprando os produtos de segundas marcas ou preços. Já os exportadores terão uma vantagem, mas só aqueles produtores de valor agregado, pois os commodities estão bem quetos com o frio económico lá fora. A Uniao terá que apertar o cinto e partilhar os ingressos entre os Estados, pois o consumo irá cair, e ainda é possível que hajam ajudas para alguns setores. Quanto ao BC, deverá ser conservador na hora de utilizar reservas.
Vou continuar até achar quem irá se beneficiar...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Rio inicia dezembro com maior taxa de inflação entre capitais, mostra FGV

Como temos visto em outros posts, a inflação pode ser reflexo dos movimentos da cotação do R$. Acredito que temos que acompanhar de perto...

IPC acelerou-se na maioria das capitais pesquisadas. Belo Horizonte e Brasília registraram recuo no indicador.

Brasil é 5º pior em ranking da propina no exterior, diz Transparência Intern...

País teve nota 7,4, segundo relatório sobre 22 países que mais exportam. Ranking é liderado por Bélgica e Canadá e tem Rússia na pior posição.

Alta dos alimentos reverte dez anos de combate à fome na América Latina, diz...

Segundo agência, número de subnutridos na região voltou ao nível de 1997.